A arte destrutiva de Vhils

Alexandre Farto, aka, Vhils parece ser o assunto do momento, mas não é por menos, seu trabalho implora pela a atenção até mesmo daqueles que ignoram ou criticam a street art.

Nascido e criado em Portugal, Farto cresceu em um ambiente esquerdista que por fim influenciou todo o seu trabalho. No final dos anos 90, ele deu seus primeiros passos grafitando ruas e trens, foi no grafite que Vhils encontrou a linguagem certa para expressar a complexidade do meio urbano de acordo com seu ponto de vista.

O trabalho destrutivo do artista nada mais nada menos é uma crítica ao sistema da sociedade pós moderna na qual vivemos. Segundo ele, a sociedade é produto do mesmo processo de camadas (referência ao seu próprio trabalho), sendo assim, removendo e expondo algumas dessas camadas Farto acredita alcançar algo puro, algo que costumávamos ser mas que ficou no esquecimento.

Na citação abaixo de Vhils fica um pouco mais fácil entender o proposito da sua arte.

“I like to see it as a kind of archaeological work of dissecting the layers of history and time and exposing something which lies beneath all the noise, the clutter, the dirt, searching for an essence which has been lost somewhere along the way.” – Alexandre Farto aka Vhils

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